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-"Primeira Missa no Brasil"(1861), Victor Meirelles

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Por Sidney Falcão O pintor catarinense, Victor Meirelles (1832-1903), foi um dos mais importantes artistas da pintura acadêmica brasileira, cujo auge, foi a segunda metade do século XIX. Natural da cidade de Desterro (atual Florianópolis), Meirelles foi um aluno brilhante da Academia Imperial de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Tal brilhantismo, rendeu como prêmio ao jovem aluno, em 1853, uma viagem a Paris, onde iria aperfeiçoar a sua pintura e ter contato de perto com a arte neoclássica francesa, que era a grande referência artística para o mundo ocidental, incluindo aí o Brasil. . Meirelles permaneceu na capital francesa por oito anos, mas também chegou a visitar outras cidades européias como Havre, na França, Roma e Veneza, na Itália. Mesmo morando em Paris, Meirelles mantinha contato com amigos do Brasil. Por sugestão de seu antigo professor da academia, Manuel de Araújo Porto Alegre, Meirelles pintou em 1861, a “Primeira Missa no Brasil".  A obra retrata co...

"A Transfiguração" (1520), Rafael Sanzio

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A “Transfiguração de Jesus” é uma passagem bíblica do Novo Testamento da Bíblia, no livro de Mateus, capítulo 17, versículos 1 a 13, em que Jesus Cristo e três de seus discípulos, Pedro, Tiago e João, subiram o monte Tabor para orar. Lá, os três discípulos tiveram uma incrível visão de Cristo, numa aparência transfigurada com em vestes brancas e luminosas, conversando com os profetas Elias e Moisés. Foi baseado nessa passagem bíblica que em 1516, o cardeal Júlio de Médici (1478-1534) - em 1523, se tornaria o Papa Clemente VII - encomendou ao pintor italiano, Rafael Sanzio (1483-1520), um painel para decorar o altar da catedral de Narbonne, na França, cidade para a qual foi nomeado arcebispo um ano antes. O cardeal havia encomendado na mesma época, um painel representando a ressureição de Lázaro ao pintor também italiano, Sebastiano del Piombo (1485-1547). Piombo finalizou A Ressurreição de Lázaro (atualmente no acervo do Gallery National, em Londres), em 1519, antes de Ra...

“Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808” (1814), Francisco de Goya

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Por Sidney Falcão Em 1808, a Espanha sofreu uma terrível invasão do exército francês. Era o temível imperador francês Napoleão Bonaparte e a sua estratégia de expansão de poder a qualquer custo. O exército napoleônico, liderado pelo comandante da cavalaria, Joachim Murat, invadiu Madri, a capital espanhola em 1808, destronou Rei Fernando VII. O povo madrileno reagiu, pegando em armas para combater os invasores franceses, que foi marcado por um forte confronto que ficou conhecido como “Levantamento do 2 de Maio”. Depois de um forte confronto, o levante espanhol foi sufocado e no dia seguinte, 3 de maio, os líderes foram impiedosamente fuzilados. Com o retorno do rei Fernando VII, em 1814, o grande pintor espanhol da época Francisco Goya (1746-1828), recebeu uma encomenda para pintar duas telas para comemorar a sua volta e homenagear àqueles que perderam suas vidas no levante contra as forças francesas. Asduas obras fazem parte da série "Os Desastres da Guerra", ...

“Les Demoiselles d'Avignon” (1907), Picasso

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Por Sidney Falcão  Imagine como teria sido a expressão de horror quem viu pela primeira vez, em 1907, "Les Demoiselles d’Avignon", quando Pablo Picasso (1881-1973) concluiu esta que é uma das mais importantes obras de arte do século XX. Naquele momento, a Europa já respirava os “ares modernistas” nas artes desde o surgimento do Impressionismo, décadas antes. Porém, a influência da arte acadêmica ainda resistia, mesmo sem a grande força de outrora. O choque, o escândalo e o pavor foram inevitáveis. Quando Picasso pintou "Les Demoiselles d’Avignon", ele tinha apenas 25 anos de idade, e apesar de muito jovem, sabia exatamente o que estava fazendo e tinha a plena consciência que estava executando uma obra polêmica e que resultaria em algo totalmente inovador. A prova disso foram os nove meses em que o pintor espanhol dedicou-se para fazer inúmeros esboços e pinturas que culminaram na tão famosa obra-prima. Para chegar à concepção estética de "Les ...

-“A Estudante Russa” (1915), Anita Malfatti

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Por Sidney Falcão Após uma temporada de dois anos em Nova York, nos Estados Unidos, a pintora paulista Anita Malfatti (1889-1964) estava de volta ao Brasil em 1917. No período que passou em terras norte-americanas, a artista brasileira ilustrou revistas, fez cursos de desenho, gravura, pintura, aprimorou a sua arte. Na Independent Art School of Art, foi aluna do pintor norte-americano Homer Boss (1882-1956), que tinha um completo domínio da linguagem expressionista, algo raro para um artista que estava fora da Europa naquele momento. Boss foi fundamental nos novos rumos que a arte de Anita estava começando a dar. Na bagagem que trouxe para o Brasil, ela trazia algumas das obras que iriam provocar uma verdadeira revolução na arte brasileira. Entre 12 de dezembro de 1917 e 11 de janeiro de 1918, na “Exposição de Pintura Moderna”, em São Paulo, Anita expôs o resultado da sua produção nos dois anos que passou nos Estados Unidos. Os trabalhos expostos estavam totalmente em ...

"O Casal Arnolfini" (1434), Jan van Eyck

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Por Sidney Falcão  No século XV, a região denominada Flandres (região norte da atual Bélgica), vivia um grande momento de prosperidade social e econômica. A região era uma importante rota comercial para várias partes da Europa, o que acabou impulsionando a sua economia e o surgimento de uma classe social afortunada e influente: a burguesia. E era dessa classe social burguesa flamenga que pertencia o comerciante Giovanni Arnolfini e a sua esposa Giovanna Cenami, casal italiano que se estabeleceu e fez fortuna na cidade de Bruges, nos Flandres. Como toda família burguesa flamenga, os Arnolfini apreciavam obras de arte. Em 1434, o casal encomendou um quadro a Jan van Eyck (1390-1441), o mais importante nome da pintura gótica flamenga. O quadro, que poderia ser mais um retrato encomendado por um casal burguês bem sucedido, trazia na verdade grandes inovações técnicas para época, final da Idade Média e raiar do Renascimento. Mesmo sendo uma grande obra da pintura gótica ...

“O Derrubador Brasileiro” (1879), Almeida Júnior

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Por Sidney Falcão  Natural da cidade de Itu, interior paulista, José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899) bem que poderia ter sido tão somente mais um humilde lavrador na pacata cidade onde nasceu. O fato de ter nascido com o talento para a pintura, abriu portas para o jovem artista, que através da ajuda daqueles que acreditavam na sua arte na cidade natal, custearam a sua viajem ao Rio de Janeiro, onde foi estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, tendo como seus mestres, gente do quilate de Victor Meirelles e Pedro Américo, dois legendários artistas da pintura acadêmica brasileira. Concluído os seus estudos, retornou a Itu - e por sorte ou destino – durante a passagem de D.Pedro II por aquela cidade, o imperador encantou-se com a sua arte e o agraciou com uma espécie de bolsa de estudos para aprimorar a sua arte na Europa. Foi estudar na École National Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, França, onde foi aluno de Alexandre Cabanel (1823-1889). Foi na sua esta...